Há 30 anos “nascia” O Baú do Raul. Evento no Circo Voador, no Rio, comemora efeméride.

Publicado: 18 de agosto de 2022 em Uncategorized
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O famoso Baú do Raul não é uma ficção como muitos pensam. Ele realmente existiu e Raul o carregou durante toda sua vida. Feito Nikola Tesla, que carregava baús e mais baús com seus projetos, Raulzito também tinha seus baús. Não era apenas 1 baú, eram vários, com discos, livros, projetos e o famoso – que em seu interior Raul mantinha guardado registros de toda sua vida – que deu nome ao livro homônimo (compilagem de textos inéditos, organizado por Kika Seixas) e o álbum, também homônimo (LP, K7 e CD, com gravações raras e inéditas produzido por esse que vos escreve). Ambos lançados em 1992.

Um pouco de história.

Estive pela primeira vez na casa de Raul em julho/agosto de 1981, lembro-me que foi logo depois da temporada dele no Teatro Pixinginha (hoje SESC Consolação) fazendo shows do álbum Abre-te Sésamo. Eu era um jovenzinho inocente, puro e besta que, depois de fechar fãs-clubes do Led Zeppelin, King Crimson e Jethro Tull, resolve fundar uma fã-clube para um artista brasileiro. E foi justamente essa atitude do menino Sylvio que o levou a uma primeira visita à casa de Raul Seixas, visita essa que virou praticamente uma década de amizade, de altos e baixos e muita barra pesada.

Raul havia mudado para São Paulo há poucos meses – junto com Kika, ainda grávida de Vivi, e aqui nasceu Vivi, a única filha paulistana de Raul, já que as outras duas, Simone e Scarlet, são cariocas.

Eu já tinha lido quase tudo sobre Raul naquela época, coisas de revistas e jornais e também acompanhado suas apresentações e entrevistas em TV e rádios, além da presença na temporada no Teatro Pixinguinha, onde distribui cartões xerocados informando que eu havia fundado o Raul Rock Club (que Raul mais tarde, em 1983, daria o título de Raul Seixas Oficial Fã-Clube). E, aquele jovenzinho destemido, residente da zona norte, atirou-se em conhece-lo e em sua casa, no Brooklin, zona sul, uma das nobres zonas residenciais de São Paulo.

Homenagens internacionais a Raul Seixas

Embora Raul nunca tenha feito shows fora do Brasil (isso me lembra Elvis, que também, nunca fez shows fora dos EUA), homenagem a ele circulam pelo mundo todo há tempos. Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Israel, Paraguai, Colômbia, Argentina, Uruguai e Irlanda são alguns países que me recordo onde Raul foi homenageado.

Já no Brasil, mesmo quando Raul ainda era vivo, homenagens a ele rolavam em todo o país, eu mesmo fazia vários eventos e programas de rádio em sua homenagem. Depois de sua precoce morte em 21 de agosto de 1989 essas homenagens se intensificaram tanto com artistas e bandas regravando suas músicas e com eventos gigantescos produzidos por emissoras de rádio e tv e festivais de música, além, obviamente, de eventos produzidos por fãs e fãs-clubes em todo o Brasil. E este ano não será diferente, depois de dois anos de pandemia, finalmente eventos com público e shows irão acontecer em todo o país como a já clássica Passeata RaulseixticKa de São Paulo que sempre acontece no dia 21 de agosto independente de que dia da semana caia a data.

33 anos “sem” Raul Seixas e os 30 Anos d’O Baú do Raul

O número 33 é carregado de significados e poderes, vide que o grau máximo em ordens iniciáticas é 33. Jesus Cristo morreu com 33, e agora, em 2022 (que dá um somatório de 6) completam-se 33 anos da morte de Raulzito. O que isso quer dizer? Nada para alguns e muito para outros. E por conta desse misticismo todo, este ano o Brasil inteiro vai respirar Raul Seixas por 3 dias (3? Curioso isso!). O famoso Bar do Kaká (Bar do Raul), na Rua Augusta, já fez toda sua programação. Passeatas e encontros em todo o país já estão programadas e o Circo Voador, no Rio de Janeiro, preparou uma homenagem aos 30 anos d’O Baú do Raul que acontecerá no dia 20 de agosto com o BRother Baia e convidados especiais, tendo como mestre de cerimônia Vivi Seixas, caçula de Raul, única filha de Kika Seixas.

Há que se informar também que neste 2022 completam-se 30 anos do lançamento do livro “Raul Seixas – Uma Antologia”, concebido por mim antes mesmo da morte de Raul que o autorizou e complementado por Toninho Buda. O best seller da editora Martin Claret.

SPassos, aquele… testemunha ocular e auditiva da história.

Long live Rock and Raul!

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